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Homeopatia

Homeopatia

A Homeopatia é uma forma de medicina natural usada actualmente por mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, baseada no princípio da “cura pelo semelhante”, ou seja, de que uma substância tomada em pequenas doses cura os sintomas que ela própria provoca se tomada em quantidades maiores. Trata-se de uma prática holística em que o indivíduo é considerado no seu todo e na sua especificidade e em função do qual é seleccionado o remédio adequado, totalmente natural e sem efeitos secundários.

 

 

JOÃO NOVAES
Especialista em Naturologia, Homeopatia e Bioterapias, graduado em Naturologia pela Escola Superior de Biologia e Saúde (Naturopathic College and Complementary Medicine, Londres) e especialista em Acupunctura Japonesa pelo Kyoto Oriental Medicine Institute – Funada Ryoudoraku Institute – Japão-Portugal.
Doutorado em Homeopatia, tem um amplo conjunto de obras publicadas nos temas da sua especialização, sendo actualmente Presidente da Associação Portuguesa de Homeopatia (APH) e director do Grupo de Estudos de Matéria Médica Homeopática e Repertorização (GEMMR).

Breve História

Embora o principio do “semelhante cura o semelhante” – similia similibus curentur – tenha sido intuído e utilizado pelos praticantes de medicina desde Hipócrates (Castiglioni, 1947; Dudgeon, 1982; Boyd, 1994; Teixeira, 2015), é Samuel Hahnemann (1755–1843), licenciado em Medicina em 1779, que o usa como base de um sistema de medicina próprio que viria a tornar-se conhecido como Homeopatia (do Grego doὅμοιος hómoios, “semelhante” e πάθος páthos “doença”). Em 1796 Hahnemann publica o seu primeiro ensaio, seguindo-se em 1810 o seu famoso Organon, a Arte de Cura e logo depois o conjunto de vários volumes da Matéria Medica Pura, publicados entre 1811 e 1827.

 

Através de um elevado número de casos experimentais, Hahnemann demonstrava que se podia curar uma doença com um remédio que, tomado por uma pessoa saudável, induzia sintomas similares ao da patologia, embora mais suaves. Assim, se um paciente sofria de náuseas, era-lhe administrado um medicamento que, numa pessoa saudável causaria náusea ligeira.

Base teórico-científica

Os remédios homeopáticos são originalmente tinturas, preparadas a partir de plantas, organismos animais ou elementos minerais, dissolvidas em álcool e diluídas em água sucessivamente, agitando-se a mistura 100 vezes em cada diluição: processo de sucussão ou dinamização, sem o qual o preparado seria apenas uma substância diluída e não um remédio homeopático. À primeira etapa – 1º centesimal de Hahnemann (1 CH) -, adiciona-se 99% de água e de novo se faz a sucussão, repetindo-se o procedimento até se obter a diluição desejada. Ao chegar ao 3º centesimal, a solução é quase inteiramente água e o efeito farmacológico da substância original per se é zero. Depois do 12º centesimal a substância original desaparece por completo, permanecendo apenas como uma “memória.”

 

O que explica o efeito comprovado dos remédios homeopáticos é o comportamento da própria água, como um gravador e transmissor de frequências. Em 1996 Dorit Arad observou a dissolução de moléculas complexas na água através de marcadores isotópicos, descobrindo que a água copia como que um modelo das moléculas farmacologicamente activas da substância dissolvida. Por outro lado, a substância dissolvida na água impõe a sua própria vibração – e consequentemente, informação – às moléculas da água, modificando a sua oscilação natural.

 

Em 2009 o vencedor do Prémio Nobel Luc Montagnier publicou um artigo no qual demonstrou oficialmente a existência da homeopatia, confirmando que a água nas diluições homeopáticas não só conserva a memória da substância original, mas também emite uma frequência de sinais electromagnéticos muito distintos da água pura.

Indicações

A Homeopatia, sempre que aconselhada por um médico homeopata qualificado, é absolutamente segura e pode ser tomada por pessoas de todas as idades e estados, incluindo bébés, crianças, mulheres grávidas, lactentes e pessoas idosas ou muito debilitadas, não intervindo com a medicação química ou outros tratamentos em curso.

Contra-indicações

Desconhecidas, sendo aconselhável, porém, a facultação ao seu médico homeopata de exames e rastreios realizados, para uma avaliação mais circunstaciada em cada caso.

Em que consiste uma consulta de Homeopatia

A consulta envolve diversas perguntas de diagnóstico e examinação no sentido de aferir a real causa dos sintomas manifestados. Ao tratar-se de uma metodologia holística, são tidas em consideração não só as próprias características do indivíduo e os seus antecedentes, como o seu estilo de vida e hábitos à sua própria personalidade, de modo a determinar qual o tratamento e remédio que lhe será mais benéfico. A primeira consulta é assim sempre mais demorada, podendo chegar a mais de uma hora, sendo as consultas seguintes de seguimento mais rápidas, podendo demorar não mais de 30 minutos, mas variando sempre em função de cada caso.

Preço

1ª consulta – 65€
Consultas seguintes – 50€

Artigos Científicos

Boyd, John Linn, 1994, “A concepção antiga de símile”, Selecta Homeophatica, Rio de Janeiro, 2(1), pp. 5-54

 

Castiglioni, Arturo, 1947, História da Medicina, trad. R. Laclette, São Paulo: Companhia Editora Nacional

 

Dudgeon, Robert Ellis, 1982, Lectures on the theory and practice of homoeopathy, New Delhi: B Jain Publishers

 

Teixeira, Marcus Zulian, 2015, Semelhante Cura Semelhante. O princípio de cura homeopático fundamentado pela racionalidade médica e científica, Edição de Autor

 

https://www.hri-research.org/resources/hri-publications/

 

https://facultyofhomeopathy.org/wp-content/uploads/2016/03/2-page-evidence-summary-for-homeopathy.pdf

 

http://databaseomeopatia.alfatechint.com/#home-page

 

https://homeopathyeurope.org/demand-scientific-evidence-homeopathy/

 

“Homeopatia: um breve panorama desta especialidade médica”
(http://aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/393).

 

“Fundamentação científica do princípio de cura homeopático na farmacologia moderna”
(http://aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/391).

 

“A solidez da pesquisa básica em homeopatia”
(
http://aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/394).

 

“Efeito de ultradiluições homeopáticas em modelos in vitro: revisão da literatura”
(
http://aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/396).

 

“Efeito de ultradiluições homeopáticas em plantas: revisão da literatura”
(
http://aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/386).

 

“Pesquisa clínica em homeopatia: revisões sistemáticas e ensaios clínicos randomizados controlados”
(
http://aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/397).

 

“O medicamento homeopático provoca efeitos adversos ou agravações medicamento-dependentes?”
(
http://aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/401).

 

Associação Portuguesa de Homeopatia

Novas Normas de Funcionamento

Cumprimos escrupulosamente todos os critérios de higienização e normas de segurança preconizadas pela Direção Geral da Saúde no âmbito da prevenção e contenção do surto epidémico por Covid-19. Neste sentido, impõem-se novas normas de funcionamento:

1. O atendimento é feito unicamente mediante marcação prévia, de forma a evitar contacto entre pacientes;

2. No dia anterior à consulta, o Espaço InnZen entra em contacto telefónico para despistar eventuais sintomas relacionados com Covid-19 (tosse, febre, dificuldades respiratórias);

3. É obrigatório comparecer com máscara social que não deve retirar em nenhum momento;

4. Será solicitado que não traga acessórios (relógio, colares, brincos, etc);

5. Ser-lhe-á pedido que traga calçado de interior (chinelos de quarto ou similares), de forma a impedir a eventual contaminação do espaço com calçado de rua. Na impossibilidade de o fazer, ser-lhe-á facultado cobre-calçado descartável.