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Reflexologia

Reflexologia

A Reflexologia é uma técnica terapêutica que consiste em fazer pressão, com os dedos das mãos, em determinadas áreas ou pontos das mãos e pés onde se localizam as terminações nervosas correspondentes a cada grupo de órgãos ou sistemas do organismo, activando os processos internos de auto-regulação.

 

 

No espaço InnZen pratica-se a Reflexologia Podal, em que, estimulando-se os pontos acupunturais dos pés, se promovem respostas neuro-celulares que activam o processo de auto-cura do organismo. Trata-se de uma técnica natural, não evasiva, sem efeitos secundários e que não interfere com quaisquer tratamentos médicos.

Breve História

A Reflexologia é uma técnica muito antiga, documentada já no Antigo Egipto, como sugere uma representação no túmulo de Ankmahor, vizir do faraó Teti (século XXIV a.C.), assim como na mais antiga obra de Medicina Chinesa, o Huang di Neijing ou O primeiro cânone do Imperador Amarelo, que remonta ao século V a.C.

 

No Ocidente, é no século XVI que surgem os primeiros trabalhos científicos sobre esta terapia: em 1582, o trabalho de Adamus e A’tatis e, logo a seguir o estudo de Ball, em Leipzig. O primeiro uso clínico do termo ‘reflexo’ para descrever reacções motoras foi usado por Johann Unzer em 1771, mais tarde complementado por Marshall Hall, em 1883, com o conceito de ’acção reflexa’.

 

Em 1902 Alfons Cornelius publica “Pressure points, Their Origin and Significance”, onde documenta que o exercício de pressão em certos pontos incitava mudanças no organismo: contrações musculares, alterações da pressão arterial, variações na temperatura corporal e alterações do estado psíquico dos pacientes.

 

Na mesma altura distinguem-se os trabalhos de Ivan Pavlov, cuja teoria das respostas reflexas condicionadas lhe outorgou o prémio Nobel de 1904 e de Vladimir Bekhterev, que desenvolve o estudo das acções reflexas desde uma perspectiva psicológica, cunhando pela primeira vez o termo Reflexologia no seu trabalho de 1907, traduzido para inglês em 1932 sob o título General Principles of Human Reflexology.

No final do século XIX, T. Brunton publica o artigo “Reflex Action as a Cause of Disease and Means of Cure”. Na mesma altura W . Chesney publica “Zone Therapy is Scientific”, onde faz referência ao trabalho fisoterapêutico de D’Arsonval que usava esse mesmo conceito.

É possível que D’Arsonval tenha inspirado o posterior trabalho de William Fitzgerald, a quem se atribui o desenvolvimento desta terapia em concreto, muito embora este nunca tenha revelado a fonte do seu conhecimento. O certo é que Fitzgerald sistematiza a “terapia de zonas” nos pés, chamando a atenção da comunidade médica entre 1915 e 1917 para as potencialidades desta terapia. Em 1917, Fitzgerald publica “Zone Therapy or Relieving Pain in the Home”, revisto e complementado dois anos mais tarde por outra obra “Zone Therapy or Curing Pain and Disease”. Fitzgerald dividia o corpo em 10 zonas que considerava terem a sua respectiva correspondência nos pés, as quais, activadas por uma pressão suave provocavam o alívio das zonas do organismo reflexas. Continuando o trabalho de FitzGerald, Joe Riley desenvolveu a “terapia de zonas”, adicionando 8 divisões horizontais às mãos e pés.

 

Nos anos de 1930, Eunice Ingham, enfermeira e fisioterapeuta, desenvolve os mapas de Fitzgerald, incluindo pontos específicos, a técnica de pressão alternada e mudando o nome de “terapia de zonas” para “reflexologia”, no livro que publica em 1938, Stories the Feet Can Tell.
Por seu lado, Charles Sherrington demonstrou que as respostas reflexas são bem mais complexas, determinando a implicação de todo o sistema nervoso, o que lhe valeu o prémio Nobel de 1932, o qual partilhou com Edgar Adrian cuja investigação revelou que a intensidade eléctrica do impulso nervoso (ou resposta) depende do tamanho do nervo em questão e não da força do estímulo: ou seja a pressão leve pode ser tão eficaz como uma pressão mais forte.

 

Em 1955, W. Kohlrausch escreve Reflex Zone Massage e em 1958, Hanne Marquardt, que estudou com Eunice Ingham, institui na Alemanha a “terapia de zonas reflexas”, enquanto Mildred Carter, da mesma escola, publica Helping Yourself with Reflexology em 1969, com um enorme sucesso nos Estados Unidos. Mais tarde, outra aluna de Eunice, Doreen Bayly, publica Reflexology Today em 1984.

 

O conjunto de todos estes trabalhos despertou um grande interesse por parte do público, contribuindo para o aumento da popularidade desta terapia.

 

Com o desenvolvimento das Medicinas Complementares e Alternativas, surgiu a profissionalização da Reflexologia e a formação de diversas associações de carácter nacional e internacional: em 1991 a International Council of Reflexologists de Toronto e em 1994, a Reflexology in Europe Network. Em Portugal o sector está representado pela Associação Portuguesa de Reflexologia.

 

A investigação em Reflexologia continua e multiplicam-se os estudos das suas várias implicações, dos quais fazemos uma breve selecção abaixo.

Base teórico-científica

Os pés correspondem a um dos chamados micro-sistemas do corpo humano – tais como as mãos e as orelhas – em que a parte corresponde ao todo, ao estar dotada de receptores interligados com todas as estruturas do organismo.
De uma forma muito genérica o que determina a eficácia do tratamento através dos micro-sistemas, como é o caso da Reflexologia Podal, é o facto de que em todos os níveis do sistema nervoso há uma organização tópica que replica as sequências da enervação periférica.

 

Os pontos acupunturais são caracteristicamente pontos de menor resistência eléctrica que coincidem com uma estrutura histológica particularmente rica em elementos microvasculares e nervosos, capazes de transmitir impulsos à distância ao estarem interligados com as vias vegetativas periféricas.

 

As diferentes estruturas receptoras do sistema nervoso periférico estão projectadas na mesma unidade neuronal, pelo que embora esta receba diferentes tipos de estímulos, cutâneos ou viscerais, a resposta a esses estímulos é idêntica. É essa convergência neuronal que permite que os estímulos em determinados pontos tenham um efeito terapêutico.

Benefícios

• Promove o relaxamento global, ao descontrair todo o sistema muscular.
• Estimula a circulação sanguínea e consequentemente o transporte do oxigénio e nutrientes, fortalecendo o sistema imunitário
• Melhora a drenagem linfática e facilita a eliminação das toxinas, revitalizando o organismo.
• Potencia o efeito dos medicamentos, acelerando o processo de tratamento.
• Regula o sistema intestinal
• Alivia e diminui sintomas de dor crónica.
• Auxilia no tratamento da esclerose múltipla
• Reduz edemas por gravidez em pés e tornozelos

Contra-indicações

É desaconselhado a grávidas antes do 100º dia, no caso de lesões expostas ou fracturas em recuperação nos pés, afecções cutâneas inflamadas, sob o efeito de drogas ou álcool.

Em que consiste uma sessão de Reflexologia

Após um breve questionário de diagnóstico, a pessoa permanece vestida, descalça e confortavelmente deitada, num ambiente relaxante com música suave e aromaterapia indicada para o problema em questão.

 

 

O terapeuta pode usar creme ou óleo para a massagem inicial, seguindo-se então a pressão suave nos pontos a serem tratados, sendo que em alguns dos quais se pode sentir um ligeiro desconforto ao corresponder a algum órgão em desequilíbrio. É o sinal que o organismo dá para que o terapeuta identifique eventuais problemas e trabalhe esse mesmo ponto de uma forma mais particular.

 

Uma sessão de Reflexologia é extremamente relaxante e não provoca cócegas nem dor. A duração da sessão é de 40 m e o intervalo entre cada sessão é de sete dias, dependendo o número de sessões do problema a tratar.

Preço

40€

Artigos Científicos

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Effects of feet reflexology versus segmental massage in reducing pain and its intensity, frequency and duration of the attacks in females with migraine: a pilot study , Kobza, W., Lizis, P., Zięba, H. R., Journal of Traditional Chinese Medicine, Volume 37, Issue 2, 2017, pp. 214-219


The effects of reflexology on constipation and motor functions in children with cerebral palsy
Elbasan, B., Bezgin, S., Pediatrics & Neonatology, Volume 59, Issue 1, February 2018, pp. 42-47

 

Revisiting reflexology: Concept, evidence, current practice, and practitioner training, Embong, N. H., Soh, Y. C., Ming, L.C., Wong, T. W., Journal of Traditional and Complementary Medicine, Volume 5, Issue 4, October 2015, pp. 197-206

 

A Pilot Study Exploring the Effects of Reflexology on Cold Intolerance, Zhang, W., Takahashi, S., Miki,T., Fujieda, H., Ishida, T., Journal of Acupuncture and Meridian Studies, Volume 3, Issue 1, March 2010, pp. 43-48

 

The effects of Reflexology on sleep disorder in menopausal women, Asltoghiri, M., Ghodsi, Z., Procedia – Social and Behavioral Sciences, Volume 31, 2012, pp. 242-246

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Contemporary acupressure therapy: Adroit cure for painless recovery of therapeutic ailments, Piyush Mehta, P., Dhapte, V., Kadam, S., Journal of Traditional and Complementary Medicine, Volume 7, Issue 2, April 2017, pp. 251-263

 

The effects of reflexology on constipation and motor functions in children with cerebral palsy, Bulent Elbasana, B., Bezginb, S., 2017, https://reader.elsevier.com/reader/sd/pii/S187595721730387X?token=4C130D8F1DB33F51CF9D06F5FF59323545D733BA4824C455A55213B0325FD25CBEC5978B954F87B34CE17A25181B02F5

Novas Normas de Funcionamento

Cumprimos escrupulosamente todos os critérios de higienização e normas de segurança preconizadas pela Direção Geral da Saúde no âmbito da prevenção e contenção do surto epidémico por Covid-19. Neste sentido, impõem-se novas normas de funcionamento:

1. O atendimento é feito unicamente mediante marcação prévia, de forma a evitar contacto entre pacientes;

2. No dia anterior à consulta, o Espaço InnZen entra em contacto telefónico para despistar eventuais sintomas relacionados com Covid-19 (tosse, febre, dificuldades respiratórias);

3. É obrigatório comparecer com máscara social que não deve retirar em nenhum momento;

4. Será solicitado que não traga acessórios (relógio, colares, brincos, etc);

5. Ser-lhe-á pedido que traga calçado de interior (chinelos de quarto ou similares), de forma a impedir a eventual contaminação do espaço com calçado de rua. Na impossibilidade de o fazer, ser-lhe-á facultado cobre-calçado descartável.